Edelmiro Momán fai unha crítica a ‘A crise irredutible’:
Os amos do mundo abriram a caixa de Pandora da psicose colectiva. Medo. O poeta lambe as suas feridas, fazendo inventário das crises passadas, presentes e futuras. E o que queda por chover. Crise permanente, irredutível. Intimismo político. Política intimista. Eis a originalidade na obra de Alberte Moman. O poeta interpela a sua amante, o seu patrão, uma Galiza, um mundo em espirais autodestrutivas. Trilogia duma crise, do íntimo ao global. Prostituição profunda do ser humano. Compra-venda, aluguer da alma, da vida. Epístolas de amor místico para o patrão. Epístolas de desamor asceta para a amante. Síndrome de Estocolmo. Mas o amor ataca de novo, irredutível. O poeta lambe as extremidades e esfrega o rosto. Vai chover.

